quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A VACINA HOMEOPATICA!


Tenho recebido muitas dúvidas sobre a vacina contra a Febre Amarela. 
Leram de fontes da mídia que ela mata mais que imuniza, que desenvolve na maioria a doença de Gilan Barret, e muitas outras dúvidas. 
Mas a que mais me chamou a atenção e que vem aumentando o número de pessoas afirmando é sobre Vacina Homeopática (!). 
O que me intriga neste país é que, de maneira inesperada, surge informações que geram dúvidas de forma insuspeita. Pelo menos o básico as pessoas deveriam conhecer sobre um assunto que leem antes de tomarem uma posição ou fazer qualquer julgamento.
Informação inexata é pior que não a tê-la, porque induz um comportamento negligente, irresponsável, inexato.

Surge do nada 

Subitamente, estamos diante de um movimento social provocado irresponsavelmente sobre um ponto de vista equivocado.
Afirmam que uma vacina homeopática imunizaria contra a Febre Amarela.
Quem falou isso?
A afirmação é, sem dúvida, de um desconhecedor da Homeopatia, coisa leviana e acredito não estar ligado a um profissional. 
De quando em quando, do nada, aparece um artigo que gera muita confusão e denigre o bom senso e o profissionalismo.
Há não muito tempo, a revista  publicou uma matéria sobre a Homeopatia, que além de  muito mal feita é baseada como em fumaça de cigarro sem consistência real nenhuma e ainda faz mal.
Agora, novamente, ela está envolvida em uma afirmação estapafúrdia.
Hoje com a situação do país sem liderança reflete em todas as áreas de atuação profissional e na médica isso é uma mão de ferro, destruindo tudo que tentamos fazer de melhor. 

A Vacina E A Homeopatia

Há não ha muito tempo, escrevi sobre as especialidades da Terapêutica Médica, que tradicionalmente são cinco. Apareceu da sistematização da Medicina feita por Hipócrates, ponto de partida e pedra fundamental da medicina ocidental, hoje praticamente mundial.
A Homeopatia é uma das especializações dessa Terapêutica Médica e não uma medicina à parte.
Ela, como todas as outras quatro, tem uma proposta de cura, através de uma técnica especificada, uma proposta e uma expectativa. 
A homeopatia tem quatro princípios básicos fundamentais que lhe embasam como uma especialidade dentro da cadeira do conhecimento Médico a Terapêutica.
Um delas é a Lei dos Semelhantes que dita o uso de um medicamento muito ou o mais semelhante possível à doença e não ao agente etiológico de uma doença.
Não há em lugar nenhum do conhecimento desta terapêutica alguma informação sobre vacinas, mesmo porque não pertence a esta modalidade terapêutica, senão a uma outra especialidade médica. Também não pertence a Alopatia, só para ilustrar. 
Portanto, a técnica de imunização não pertence a Homeopatia e, afirmo,  é uma importante ferramenta da Saúde Pública na prevenção, erradicação, limitação e evitar a propagação de moléstia infecciosas em uma população.

Oswaldo Cruz

No começo do século passado, o médico Oswaldo Cruz empreendeu uma campanha quase militar para acabar com a Febre Amarela que vitimava muitas pessoas. 
Foi muito criticado e combatido, especialmente no emprego de sua maior arma: a vacina. Tentou sanear o Rio combatendo os criadouros na cidade e, lógico, conseguiu foi risos, zombaria, obstáculo entre a população. 
Um historiador assim escreve:
Oswaldo não foi poupado: charges diárias na imprensa, canções com letras maliciosas, quadrinhas... Mas o riso logo se transformou em indignação, devido ao rigor com que eram aplicadas as medidas sanitárias..."
"Em 1904, uma epidemia de varíola assolou a capital. Somente nos cinco primeiros meses, 1800 pessoas tinham sido internadas no Hospital São Sebastião. Embora uma lei prevendo imunização compulsória das crianças contra a doença estivesse em vigor desde 1837, ela nunca fora cumprida. No dia 13 de novembro, estourou a Revolta da Vacina. Choques com a polícia, greves, barricadas, quebra-quebra, tiroteios - nas ruas, a população se levantou contra o governo. No dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha aderiu à rebelião, mas após intenso tiroteio os cadetes foram dispersados. Na Saúde, o Port Arthur carioca, os protestos continuaram. Finalmente, O Governo decretou estado de sítio e, no dia 16, conseguiu derrotar o levante, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina.
Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, violenta epidemia de varíola levou a população em massa aos postos de vacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor do seu sanitarista".
Será que ainda resta aquele desconhecimento de há um século atrás?
É conhecido de todos que sem Escola não há Medicina real e assertiva.

Uma ferramenta realmente Importante 

 Sem dúvidas no Brasil temos essa experiência confirmada da eficácia da vacina para impedir a disseminação da Febre Amarela, bem como de outras tantas sendo que todos sabem da erradicação da Varíola, da doença Poliomielite, Difteria, etc..
Não há o que se combater. Pessoalmente não sou contra vacina nenhuma muito menos quando usada como neste nosso momento histórico em que ela passa a ser a principal ferramenta de combate a ameaça desta Febre Amarela.
Tenho reservas ao esquema de vacinação do primeiro ano de vida das crianças, algo que se mostrará muito em breve ser um erro. Mas há profissionais para estudar esse aspecto e não vou especular teorias descabidas como se fosse um médico de 1700 que na cátedras vinham com explicações baseadas na ideação de uma mente supostamente iluminada e a propor o que hoje são absurdos.
Realmente, a vacinação bem programada e bem indicada é uma importante ferramente. A formação de filas para qualquer ameaça que possa existir é absurda e atesta o desconhecimento. 
Se o sistema de saúde convoca para uma vacinação em massa se justifica o esforço de nossos irmãos brasileiros, mas o oque aconteceu com Gripe foi patético.

Vamos resumir assim: a Homeopatia nunca fez ou fará vacina, e os chamados nosódios não tem a capacidade de proteger um indíviduo produzindo o reconhecimento do "sistema imunológico", produzindo defesas contra uma doença. 
Pode em alguns casos melhorar mito a resposta do indivíduo uma vez doente por provocar uma sensibilidade maior à doença NÃO AO VIRÚS. 

A Efetividade Da Homeopatia Na Febre Amarela 

Se a Homeopatia não pode imunizar ninguém, mesmo que afirmem o contrário, o mesmo não se pode dizer do ato de tratar. 
Como sabemos, muito pode-se fazer contra um vírus hoje em dia. Mantemos o estado geral dos pacientes evitando que se depauperem e fiquem incapacitados de reagir contra, mas a Homeopatia cura os quadros virais com certa facilidade.
Portanto, numa doença tipo a febre amarela, é uma indicação terapêutica muito viável devido sua maneira assertiva de tratar o quadro clínico provocado por um agente infeccioso. Isto é um fato, afirmem quem quiser o contrário, basta se ter a experiência para se confirmar este ponto.
O que se torna porta de uma tragédia é aplicá-la com desídia, com negligência, ou tentando fazer uso dela segundo preceitos Alopáticos.


Outro erro é quando somos chamados a atender em uma UTI, por um exemplo; é tendência das pessoas a parar de dar cuidados gerais e de suporte, o que nem sempre é Alopatia ou menos afeta o tratamento Homeopático, não "corta efeito nenhum" como dizem.
São exemplos disso, a manutenção da hidratação da homeostase molecular, os curativos, a assepsia, o equilíbrio da falta de hormônios , etc.. 
A ordem do dia é manter o paciente o melhor possível para poder responder ao medicamento homeopático e também para não morrer antes que possamos tratá-lo.
O ato médico deve ser discutido e combinado conforme a proposta que temos de cura, o que é a função do médico exclusivamente.

Diga Não a Desinformação


Aceitar qaulquer coisa não é um ato muito sadio. 
Só porque está na internet, ou só porque um personagem de televisão afirmou não basta. 
A pretensão de se querer saber, o que para uma especialista exigiu muito tempo de estudo, não funciona, e a história está cheia de testemunhos. 
Culpar tudo como má fé, mercado, exploração e má intensão é o mesmo que se calar diante de coisas que acertadamente sabemos que não podem ser daquela forma. 
Existe um critério internacional, produto do conhecimento que a humanidade acumulou por séculos e principalmente no rico século vinte. 
Esse conhecimento é acessível a todos, e um médico bem formado e informado sabe e pode ajudar aos leigos entender. 
Não aceitem cegamente o que alguns dizem só por ser diferente, milagroso ou o que seja.   


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017



UMA VIDA SIMPLES PARA UMA VIDA PLENA



Muitos problemas, se não a maioria deles, são criados ou provocados pelas atitudes das pessoas.

Muitas soluções, uma miríades delas, servem para aliviar as consequências dos males criados que por sua vez criam outras .

Há pessoas que parecem que não vivem sem uma dificuldade criando sempre um e outro.

A solução verdadeira não encanta facilmente embora resolva para sempre os problemas.

Origem Dos Problemas

Já parou para pensar para apurar se o que você tem e deseja é realmente necessário?

Refletiu alguma vez sobre si mesmo para tentar ver de onde vem realmente os problemas que nos envolvem?

O mundo parece complexo, e duro demais, e nos infringe com frequência dores.

Costumamos nos dizer “vamos a luta”. Viver é lutar?

Mas as dores, de onde realmente elas vêm?

Estudos apontam o mecanismo dos transtornos, explicam com complexidade os difíceis entrosamentos dos fatores dos problemas.

A Vida É Simples

As coisas na verdade são mais simples, e muito simples realmente.

“Como assim?”, vocês me perguntariam. Não é o que a experiência de quem vive atesta.

Mas as coisas são simples.

Os existencialistas vêm os problemas por um ângulo, as religiões, cada uma delas, vêm por outro dependendo das características de cada uma, a ciência comportamental de outro, e assim vai.

Só por aí, por ter várias faces, a maioria dos problemas mostram não ser bem um problema.

Uma pessoa esta com câncer terminal. Ele tem um problema? Alguém tem alguma dúvida?

A maioria dos problemas reais do mundo são assim tão simples.

As coisas são simples, independente do que se tenta explicar.

Alias, é nossa mania querer tudo explicado, enquadrado na nossa visão míope e distorcida, regida por um coração falho.

Fácil De Entender, Difícil De Perceber

Como o universo cria todas as coisas? Como ele conspira muitas vezes contra nós?

Como e como novamente numa escalada sem fim.

Tudo é muito simples e perdeu conexão conosco devido a incostância e a perda de união com o todo. Tanto que nos sentimos à parte do mundo como ele é, aparte da criação animal, e assim vai.

A música surgiu porque havia quem quisesse ouvi-la; a pintura existe porque tem quem a queira apreciar; a poesia foi criada porque há quem a recite; a literatura foi desenvolvida porque alguém quer ler e se emocionar.

  Deveras, é tudo muito simples assim!   

Em si a realidade encerra sua verdade e a ilusão a dor, a confusão. Exige-se daí explicações para sentir-se melhor.

Pessoas conversavam e uma delas disse algo fora do conhecimento das demais, uma palavra estranha.

Todos olharam atentos, alguns arregalavam os olhos, outros punham a mão no peito por apreensão e alguém fala muito ansioso:

- Nossa, o que? O que você disse?

- Bugalhos , só isso, faz parte da “inhonha” – responde o locutor calmo mostrando saber do que fala.

Imediatamente a plateia volta a conversar tranquilamente, e os que ouviam de perto se tranquilizam e o interlocutor responde:

- Ahh tá, é só inhonha – reponde mostrando ter se tranquilizado com isso mesmo não sabendo o que seria a inhonha ou bugalho, mas o locutor sabia o que tornou a coisa toda segura.

Quantas vezes escutamos um barulho e nos alarmamos porque não o reconhecemos e de repente foi só o gato.

Prazer E Frustração

A raiz da maioria dos problemas é a insatisfação ante a frustração.

Queríamos que as coisas seguissem por tal ou qual caminho, mas vida seguiu por onde ela realmente vai. Nossa resistência não serve de nada para impedir o curso natural dos acontecimentos e, então, sofremos .

Ou queríamos ter prazer e fomos frustrados, não o tivemos.

Hoje o homem quer ter prazer em quase cem por cento do dia. Se não têm sofre e antecipa mais frustrações e desastres, ou ficam planejando como obtê-lo, aumentando seu sofrimento.

Tudo é racionalizado, explicado mesmo que não exista uma razão clara para o intelecto.


Até um tempo a religião era “a zona pacífica” do não racional, mas hoje também ela é racionalizada.

Quando vemos um bichinho qualquer que exprima a verdade da vida podemos daí inferir a vida tal qual é , mas não costumamos ficar quietos, arrumamos um explicação racional “manca” também para isso e daí estaremos tranquilos.

É um deserto, onde só conseguimos ver o que racionalizamos ou enquadramos dentro de conceitos. Até Deus esta nesse processo doido de racionalização excessiva.

Antes, vivíamos dentro do que era conhecido nas cidades, pequenas então, e em volta um assombrador desconhecido nos ameaçava. Não era incomum exprimir esse temor ou desconforto ante ao desconhecido com histórias de lobisomem, mula sem cabeça, assombração, coisas que também não tinham razão e nos amedrontavam por isso.

O Paraíso

  

Deus fez um paraíso onde colocou um homem criado a sua semelhança , segundo a Bíblia.

E onde o colocou?

Num paraíso, num jardim maravilhoso onde tudo que o homem precisasse lá existia.

E esse jardim ficava entre os rios Eufrates e o Tigre, isso mesmo, aqui na Terra!

Não era em outro lugar senão no nosso planeta.

Então nascemos no paraíso e se ele não se parece com o tal é porque algo nos acontece hoje para que se pareça com algo bem diferente.

Algo dentro de nós aconteceu para que buscássemos algo melhor ou mais racional para o paraíso que não nos encantou plenamente. Daí que há muitas pessoas com esperança de um paraíso, não na Terra, isso porque fica mais fácil de acreditar que poderemos um dia viver melhor.

A Bíblia diz ser aqui mesmo, mas então é melhor não escutarmos esse ponto Bíblico para acreditar numa terra parasidíaca não terrena para termos esperança.

Poderemos achar esse paraíso simplesmente simplificando e vivendo nossos momentos, cada um como tal nos oferece. Da mesma maneira que o Nirvana.

Temos que nos descondicionar e passar a viver mais plenamente.

O resultado é mais saúde, felicidade e prazer em viver.

Rapidamente tudo passa a ser mais prazeroso, mais satisfatório.

É simples, porque somos seres terrestres e estamos equipado para viver neste mundo para o qual fomos formados.

Fugir de nossa natureza intrínseca é sofrer, é rebelar contra nossa origem, é nos complicarmos, adoecer e finalmente acabar, porque mortos já estamos.

Viva Simplesmente

Mas o que isso tem a ver com medicina e saúde?

Tudo, realmente tudo.

É sabido que a harmonia mental é promotora da saúde física e, também, é inclusiva tornando o homem um com toda a criação.

Ontem, hoje é o dia vinte e sete de dezembro, uma moça pulou do prédio em que vivia e morreu toda quebrada na calçada. Tinha apenas vinte e dois anos!

Aquela fotografia de um corpo feminino jovem retorcida me tocou e muito.

O que de tão grave motivou a jovem a se jogar no vazio?

O que poderia ser assim tão grave?

Um amor desditado? Efeito de droga?

Qual seria o motivo, e seria ele suficiente para provocar tal evento? Que frustração seria tão grande e tão definitiva?

O Rio Da Vida  

A vida pulsa eternamente e não precisa de nós e das nossas explicações para continuar como é.

Ontem olhei da minha janela e havia um punhadinho de estrelas entre nuvens, e hoje cedo um sol coado mostrava um mundo limpo pela chuva e muito colorido para o verão . A brisa fresca matinal tocou-me e senti-me vivo.

Saindo para o consultório me vi no meio do trânsito, tudo se movendo ao mesmo tempo amaestrado pelos semáforos. Eu participava daquele momento e do qual eu era mais uma testemunha, como todos que se moviam junto comigo a caminho de seus destinos.

Desci da minha maquina de caminhar mais rápido, um verdadeiro papa léguas, e olhei para traz para vê-la mais uma vez: engenhosidade...

Tudo acontece a nossa volta com uma intensidade incrível.

Na portaria irritação e mal humor porque a síndica, como de costume, não sabe liderar, acha-se com poder e quer desesperadamente sentir-se apoderada pelo menos ali. Conseguiu apenas sentimentos ruins que despertou em todos.

Mas, enquanto eu percebia isso a vida seguia em frente.Vi um sorriso espontâneo de alguém em quem meu olhar repousou. Mágico...

Chegando, entrei na sala e vi minha mulher me dizer um “Bom Dia querido” recheado de afeto.

Mas se não fosse isso e fosse os predicados daqueles dias femininos tão comuns. Seria apenas a outra da face de uma mulher. Maravilhoso...

Olhei pela janela e todos seguiam para cima e para baixo , uns apressados outro não, outros levavam o cachorro passear com o saquinho na mão.

A vida não pede passagem, flui sempre e constantemente e é isso que nos faz vivos, pertencer, participar e perceber de tudo isso.

Só isso, simplesmente.

A Harmonia é isso e ela não destrói, ela nos torna mais saudáveis aponto de escapar um sorriso facilmente até para um cachorro.

Mas se estamos naquele momento que não nos parece bom?

C’est la vie, como diz o Frances. ( Isto é a vida).

Vida não nos mostra apenas o que gostamos. Nos mostra uma diversidade enorme, que gostamos ou não .

Tenham todos um feliz ano novo, e que possam desfrutar mais daquilo que realmente nos faz vivos, que é a Grande Graça Divina, e deixemos para traz a busca frenética pelo prazer para escondermos de nossas frustrações baratas.

Viva simplesmente!  

sexta-feira, 24 de novembro de 2017


DINAMIZAÇÃO MEDICAMENTOSA NÃO É POTÊNCIA


Uma senhora, muito ansiosa, acreditava que estava demorando para tratar o quadro crônico de sua filha de doze anos, que se arrastava desde o primeiro ano de vida.
Sua filha havia tomado uma dose única há vinte dias, e ela não entendia o  porquê da filha já não estar boa.
Tentara vários tratamentos, fizera muitos exames e sua filha não mudara.
E agora, depois de tentar tratá-la  anos sem resultado, ainda não estava boa com já vinte dias decorrido da medicação homeopática.


POTÊNCIA?  

Liga-me para falar da estranheza da filha não estar ainda boa.
Explico-lhe que para se curar as pessoas de algum mal é preciso fazer um tratamento, que para a cura seja rápido mas demanda um certo tempo para mudar a situação do corpo enfermo.
- Meu amigo me disse - fala-me com certa arrogância- que se o senhor quiser pode aumentar a potência do medicamento e curá-la mais rápido.
Ainda bem que não falou que precisa de mais doses!
- Senhora, o medicamento homeopático não tem potência, tem Dinamização...
Me interrompe assim que começo a falar e continua falando:
- Não tem problema, da na mesma. Meu amigo já é quase farmacêutico, está no segundo ano de farmácia. Tudo que li na internet fala da potência do medicamento.
- Pode até falar, e seu amigo quase ser farmacêutico, mas não muda o fato do medicamento homeopático não ter potência - Afirmei
- E essa coisa dina... dina.. alguma coisa que você falou não é por acaso a potência?
- Não, não é . Chama-se Dinamização e não tem nada a ver com potência.
Gasto um pouco mais de tempo e explico a ela a diferença entre Dinamização e potência, e no final me diz não saber de mais nada, então.


DINAMIZAÇÃO E POTÊNCIA 


Nestas expressões está embutido a compreensão de mais forte e mais fraco, o que também não condiz com a Dinamização.
Na Homeopatia não temos remédios fortes ou fracos, mais ou menos potente ou qualquer coisa assim.
O que há são Diluições seguidas de Sucução que nos dá o Medicamento Dinamizado.
Ao procedimento de diluir segundo um parâmetro e fazer os sacolejos (sucução) especiais dá-se o nome de Dinamização.
Não há um aumento da potência, da força, mas sim da especificidade do medicamento.
Quanto mais dinamizado for a medicação, terá mais sintomas daquele medicamento que se está dinamizando e menos sintomas comuns a outros medicamentos.
Assim, falando-se claramente, um Sulphur 30CH foi dinamizado na trigésima centesimal Hahnemaniana e é menos Sulphur que o mesmo medicamento na ducentésima (200CH), que por sua vez é menos que ele na milésima centesimal (MCH).
Ele não está sendo gradativamente ficando mais forte, mas está dada vez mais com a cara do Sulphur, mais específico ao medicamento e portanto terá menos sintomas comuns que outros medicamentos.
Nas baixas dinamizações ele vai perdendo os sintomas próprios da toxicidade e depois vários sintomas que aparecem dinamizando que são comuns a outros tantos também vão sumindo.


A IDEIA DE POTÊNCIA  


Se perde no tempo a ideia de medicamento forte ou fraco.
Não é uma exclusividade da Homeopatia. 
Também na alopatia ouve-se dizer que tal medicamento é forte ou mais forte. 
- Então, ele passou outro antibiótico mais forte... - ouvi muitas vezes quando me relatavam a história pregressa do paciente. 
Também está ligada a quantidade de uma certa droga o mais forte ou mais fraco. 
Acredito que também aqui o termo é incorreto. 
Porém na Homeopatia usar essas expressões causam no mínimo confusão. 


O MEDICAMENTO CORRETO  

Se não há potência ou força, há com certeza exatidão.  

O melhor medicamento indicado por um Médico Homeopata é o exato, o mais semelhante para cada enfermo em particular, e o que promoverá a cura das doenças. 
Quando ele adéqua a dinamização está buscando uma resposta mais exata do medicamento cujo estímulo queremos. 
Não adianta subir indefinidamente uma dinamização para buscar respostas "mais fortes", tem que ser o exato. 
Aliás, com medicamento bem escolhido raramente prescrevemos a milésima centesimal Hahnemaniana. 




CONCLUSÃO

Siga a orientação do seu médico e deixe que ele avalie a necessidade de adequação do medicamento. Se é difícil para o médico avaliar e seguir um tratamento  pode ser praticamente impossível para o leigo e para o não devidamente treinado fazê-lo. 


 



sexta-feira, 27 de outubro de 2017


ENTENDA O TRATAMENTO HOMEOPÁTICO




Muitos pacientes me procuram esperançosos e ansiosos pelos resultados do tratamento Homeopático.

A maioria vai estranhar a maneira de tratar da homeopatia por estarem acostumados com outras terapêuticas, como Alopatia.

Outros tantos vêm de formas alternativas de vida e buscam também a Homeopatia como alternativa.

Com muita frequência, ouço de pacientes ser eu a última esperança de se livrarem do mal que os afligem. Confesso não ser muito confortável ouvir isso, embora lisonjeiro.

Mas o que esperar da Homeopatia? O que esperar que se faça pela saúde de cada doente com esta terapêutica?

Por que muitos estranham o fato de ter que evoluir um tratamento para se livrar daquilo que chamamos doença?

Vamos tentar resolver as dúvidas sobre o tratamento Homeopático, para que possam avaliar direito o que se faz em nome da Homeopatia.

OS MALES CRÔNICOS


Como é de praxe, a base do tratamento médico no Brasil é a Alopatia com uma visão setorizada típica da escola norte-americana.

Muitos nunca ouviram sequer falar da Cadeira de Terapêutica Médica, acreditando que o que apenas existe é o que se oferece como alopatia.

Por ser a medicina bem setorizada as pessoas acreditam terem um problema aqui, outro em outro lugar, e seu mal representa a soma dos transtornos nos diversos órgãos ou em diversas regiões e sistemas.  


Nunca pensaram que pudesse haver outra maneira de se estudar um doente, tendo como tônica desse estudo o homem como uma unidade, onde a pergunta deveria ser:
            - por que certo paciente em estudo faz todos os seus transtornos patológicos em diversas regiões, órgãos ou sistemas corpóreo?
            - O que aconteceu com um paciente para mostrar tantos transtornos denominados como Gastrite, Hipertensão Arterial Sistêmica, Asma etc?

Há outro ponto de vista que visa entender o que ocorre com um indivíduo quando enferma, o que alterou no funcionamento do órgão ou sistema?

Posso entender uma gastrite como uma inflamação da mucosa do estômago, com hiperacidez erosão e que numa lâmina aos olhos da patologia mostram alterações típicas dessa alteração.

Mas fica difícil uma pessoa entender que muito antes de ter a gastrite ela já vinha doente o que culminou com a tal gastrite.

É essa a diferença mais básica entre a Homeopatia e outras terapêuticas, em especial a Alopatia.

A Homeopatia trata aquilo que tornou possível que uma pessoa ficasse doente, o que ela chama de Doença Crônica Dinâmica.

Sem ela é muito difícil ficar naturalmente doente.

Como a doença crônica dinâmica mudou a pessoa para que ela chegasse ao ponto de fazer uma Gastrite, uma Úlcera Péptica Duodenal, uma Hipertensão Arterial Essencial, uma Nefrite, uma Neurose, e assim vai.

O TRATAMENTO   



 O tratamento Homeopático visa acabar com essa susceptibilidade a enfermar mudando a situação do corpo humano doente para que fique sadio, não apresente a suscetibilidade a enfermar como resultado e assim se livre dos males crônicos, a que chamamos de enfermidades.

Há uma técnica terapêutica que permite ao médico atingir tal objetivo e levar o paciente ao estado de saúde, aniquilando a doença, que para a Homeopatia seria a Suscetibilidade a Enfermar e não sua consequência, que seriam as patologias que conhecemos, como no exemplo a Gastrite Crônica.

Para isso fazemos Um Tratamento que tem um começo, meio e fim.

No final a pessoa estará saudável por tempo indeterminado e não dependerá mais de medicamento homeopático para se manter assim.

O tratamento não será paliativo nem tampouco visa controlar um mal crônico.

Procuramos a cura definitiva para os males que nos dispomos a tratar.

Daí haver um início, um processo de cura que vai mudar a situação do corpo perante o universo equalizando a interação, o meio, e o processo de restauração da saúde, que é o fim. 

Há um processo em curso no tratamento, e não um medicamento para um mal que uma vez tomado não teremos os sintomas do mesmo.

As pessoas têm muita dificuldade em relação a isso. Acham que porque eu prescrevi uma medicação com uma dose única, magicamente tudo desaparece.

Nem, tampouco, há “remedinhos” para isto ou aquilo.  

Não é bem assim.

Há um processo de cura que, após o tempo gasto para tratar, ocorre o desaparecimento dos males pela extinção da susceptibilidade a enfermar.

Será notório um incremento da saúde e da adaptabilidade do individuo que não dependerá de mais nada para manter-se assim e será por tempo indeterminado.

Muitos começam a tratar e depois quando  chega o tempo de reavaliar e dar segmento ao tratamento me perguntam se é “retorno”. 

UM CASO 


A senhora A vem ao consultório para tratar seu filho, portador de infecções das vias aéreas superiores de repetição, que apresenta um baixo desenvolvimento. 

Ele não resiste às mudanças de tempo e à exposição a outras pessoas doentes.

Estudo o quadro e prescrevo uma dose única e aviso que poderá fazer um quadro agudo semelhante ao que ele vem apresentando, e que é para não medicar porque este quadro representa a reação do organismo contra a situação de enfermo. Qualquer intervenção pode produzir um problema adicional que pode colocar a criança em risco. 

Passado uns quinze dias, período previsto para reaparecer o mal provocado pela ação do medicamento, a mãe me liga dizendo que ele, de novo, estava doente e com febre.

Oriento novamente quanto ao que está acontecendo e peço que não medique. 

O quadro dura uns dois a três dias quando a febre desaparece e uma série de sintomas exonerativos aparece após o que a criança para de enfermar.

Mas passaram os três dias e a criança não evoluía, e a mãe me ligando todos os dias.

Até que através de alguns sintomas suspeitei que a criança estava desenvolvendo uma infecção, o que foi confirmado com o médico da cidade dela.

Achei tudo muito estranho, porque não é assim que evolui o quadro em um tratamento. Pedi para trazê-lo novamente em consulta para revê-lo, o que a mãe aceitou sem antes não me perguntar mil vezes se não era retorno.

Revejo, medico novamente e alerto quanto a procurar uma farmácia conhecida apara garantir que a medicação seja bem feita, porque a criança não respondeu a contento.

Só não responde a Homeopatia o morto, porque até o moribundo mostra perceber a ação do medicamento homeopático mesmo que seja a medicação similar e não a exata. 

Novamente a mesma história se repete, o garoto não responde. Numa das ligações falo com a avó que me diz ter medo de tanto antitérmico e Predisin que a mãe vem dando!

Como posso tratar alguém se justamente a mãe impede tratar a criança?

OUTRO CASO


 Uma mulher veio se tratar e deixei previsto que deveria voltar para uma nova consulta em sessenta dias para darmos a continuidade ao tratamento.

Porém o que ela se limitou a fazer é dizer por telefone que melhorou muito e que agora, nos sessenta dias, parece querer voltar o mal e pergunta o que faz, se toma de novo a dose.

Quando esses quadros não evoluem dizem :
            - Para mim a Homeopatia não funcionou.

São pessoas incapazes de perceber um plano de tratamento que poderá curá-los totalmente e para sempre. Mas para isso têm que se submeter ao tratamento, que pode às vezes ser desagradável no começo. Valorizam sua saúde tanto quanto um sapato e ao médico tanto quanto não incomodar os seus interesses.

Muitos justificam que é caro, e uma delas pediu para repetir a medicação, quando não fazem por conta bagunçando tudo, porque estava sem dinheiro porque passou as feridas na Flórida.

Há muitas pessoas que pelo fato da dose única ter produzido melhoras, repetem por conta a mesma medicação. Tempos depois, o que era uma boa expectativa de cura tornou-se um desfilar de sintomas molestos.

Ou voltam e omitem o mal que provocaram, ou dizem que a dose única não funcionou.

NÃO HÁ MILAGRES  


Para curar as pessoas é necessário empreender um ato médico e usar uma técnica adequada para levar o paciente a cura real. Podemos paliá-la, controlar, mascarar, mas para curar há uma atividade orgânica que muda sua situação, gastando um tempo próprio para cada um para atingir. Tem um preço no início que é um desconforto passageiro porque estando vivo o paciente vai perceber a ação do medicamento.

Mas as pessoas, cada vez mais, acham coisas estranhas quando nos pedem para resolver algo.

Às vezes acham que só por me verem e dar uma dose será o suficiente para acabar males que duram uma vida, ou porque sou conhecido e  isso é o suficiente para ajudá-las a pular desconfortos no processo de cura e o pior, posso fazer milagres.

Não há milagres e muito menos “remedinhos”.

Sou apenas um médico.

O MÉTODO HOMEOPÁTICO DE CURA 



Há um processo terapêutico capaz de ajudar a curar as pessoas portadoras de males, na sua maioria crônicos, que uma vez resolvidos devolve a liberdade de viver aos indivíduos, incrementando sua eficiência como ser humano, quer seja físico ou psiquicamente.

Mas no mundo das vaidades e do imediatismo querem deformar a realidade para uma “fórmula mágica” que só adiaria a resolução do problema.

Uma senhora iniciou o tratamento dez anos antes de voltar ao consultório para voltar a se tratar, que fez exatamente isso.

Após a primeira dose, reclamando muito, abandonou o tratamento. Dez anos depois envelhecida, com algumas cicatrizes de cirurgia, retorna com o mesmo mal, mais evoluído, querendo ser tratada; só que agora com o sofrimento incrementado, porém ela mais humilde.

Com uma dose e uma reposta formidável quase que liquida-se totalmente o mal. Na segunda dose, após uma nova consulta, não só sarou dos males como mudou todo seu desempenho como ser humano:
            - Não sei porque não me tratei até o fim antes, só sofri e me desgastei.... - observa
            - Não era o seu tempo ainda – foi o que apenas respondi.  

AFINAL


Não esperem cartadas de mágicos, não esperem se curar sem que também sigam a indicações dos médicos.

 No show da vida há muitas desculpas maravilhosas, mas a realidade é que apenas um tratamento sério e a atuação médica para corrigir e orientar os hábitos do cotidiano funcionam.

Só há um fato, que há doenças crônicas que produzem males limitantes, que infligem a mente e físico das pessoas a sofrimentos evitáveis e que podem ser tratados.   E, completando, que há uma possibilidade de curar através da Homeopatia em uma grande soma de casos.

Porém há que haver uma inteiração perfeita entre médico que prescreve e administra o tratamento até a cura, e o paciente que segue a instruções para que possa se curar o mais breve possível.

Há muitas situações lamentáveis, e com as crianças é pior porque seguem doentes por caprichos dos pais que impedem que se curem quando ainda crianças, porque assim seriam adultos melhores, e muito melhores.

Há limites para a Homeopatia como para qualquer outra terapêutica, porém os horizontes da Homeopatia são largos, permitem a recuperação das pessoas e lhes devolvem a alegria de viver.

Para isso apenas com os pés no chão, sem presunções de falsas sabedorias, aplicá-la através do médico competente, e para juntos conseguirem a almejada cura.  


Médico nenhum gosta de ver seus esforços trocados por crendices, vaidades e desinteresses.

Ser médico exige mais que o esforço por parte do profissional.

Exige, sim, uma abdicação pessoal para alcançar um bem maior que é a saúde para uma outra pessoa, motivo maior do ser médico.


  

quinta-feira, 5 de outubro de 2017



A HOMEOPATIA E O TRATAMENTO DAS QUEIXAS MENTAIS




O problema de Swellen até que não a impedia de levar uma vida quase normal porque, apesar de não andar de elevador por medo, o que lhe restringia aonde ir, voava o que permitia as viagens longas.

Não que os voos não lhe incomodassem, mas ainda poderia voar. Bem, isto até três meses da data da sua primeira consulta comigo.

Desses três meses até a consulta tinha piorado suas fobias e chegara a ter uma “crise de pânico”, o que muito a assustou. E tudo isso se revelou durante uma viagem de avião, e não melhorou mais.

Devido a isso, o marido marcou uma consulta para ela a fim de tentar resolver seu problema.

Descendente de judeus ingleses realmente parecia com uma “flor que brilha”, conforme o significado do seu nome (Shushannah). Loura, olhos azuis e sorridente, o que lhe acrescenta uma simpatia incrível. Mas os traços de seu rosto mostravam intensa tensão e sofrimento naquele momento.

Já em outro caso, a aflição de Eleonora era seu marido, que aos poucos se transformava num amontoado de carne deprimida.

Sempre fora um líder, crescera na vida devido a sua grande disposição para o trabalho e sua atividade inesgotável. Sempre foi positivo, sempre para frente, bem humorado até que começara a cair e logo a depressão ficou aparente.


Por mais que tentasse não conseguia entender e nem encontrar um meio que realmente o ajudasse, uma vez que teve reações muito desagradáveis com medicação Alopática.

Portanto a preocupação de sua “reluzente” (Eleonora) esposa era justificada, havia algo de errado com o marido.

Avaliações


Depois de exames, muitas consultas, ficou mesmo os diagnósticos de Ansiedade Fóbica e depressão respectivamente às histórias descritas.


Apesar de ambos fazerem psicoterapia e tomarem medicamentos “a coisa” evoluía.

Realmente ambos os casos são muito molestos e limitadores na vida cotidiana.

É comum se ter algum sintoma, mas não se importar com eles, apesar de já nos mostrar que algo não está certo. Em algum momento de nossa vida esse mal vai se mostrar, e crescendo, vai paralisando totalmente o nosso dia a dia, tirando todo o prazer de viver e desfrutar de nossa liberdade.

Como nossa avaliação é comumente pontual a grande, se não enorme, síndrome passa despercebida. Essa grande “discrasia” cria uma oportunidade de nos desajustar de forma incrível.

A Doença Dinâmica


Mas na Homeopatia o estudo é do indivíduo como um todo, não de um foco, um conjunto ou uma área enfermiça do corpo.

Isso porque, a Homeopatia entende que o indivíduo enferma como um todo, porque sua dinâmica com o universo está inadequada gerando a inadaptação e as tensões decorrentes que criam a “Susceptibilidade mórbida a enfermar”.


Como estamos mergulhados no universo, e ele está em constante mudança, estamos eternamente nos adaptando a ele. Essa dinâmica (dinâmica de vida ou vital) se for adequada dará um equilíbrio dinâmico chamado de saúde, que possibilita a perpetuação do indivíduo.

Mas se não for adequado, mesmo que mínimo, a tendência será a desorganização e o êxito letal. É quando os distúrbios e as enfermidades aparecem.

Passamos a apresentar limitações e “discrasias pessoais”, que são percebidas pelo médico homeopata quando estuda o paciente para entender seu mal, muito antes das patologias como a entendemos normalmente.

Esfera Psíquica


Mesmo os problemas na mente, no psiquismo da pessoa?

Mesmo, ou melhor, até ele.

Somos um todo realmente. Se o corpo sofre ele sofre como um todo, mente e físico, se adoece é assim que o faz.

Não há divisões. Elas apenas existem a fim de estudo, apenas isso. Todas as partes são incrivelmente integradas na formação da unidade.

Nunca lembramos que somos formados por células, não sentimos isso. Nem tampouco de tecidos e órgãos, a menos que se adoeça.


Tudo porque somos perfeitamente integrados, formidavelmente um ser único. Não há um amontoado organizado, mas uma unidade vital.

Apenas um problema físico

E nesse caso, o mesmo acontece. Um mal físico redundou no quadro clínico que apresenta.

A história pregressa pode ajudar muito ou pouco, mas o mal é físico e realmente causado pela “diátese mórbida dinâmica”, ou seja, pela alteração do sistema que permite reconhecer a situação do corpo no universo, processar essa informação e efetuar alterações que mudam a situação do corpo no universo.

Isso ocorre eternamente.

E quando não ocorre então o corpo como um todo luta para não se desfazer e deixar de ser, o que gera muitos e muitos sintomas, além daqueles que revelam as alterações, disfunções, decorrentes da mudança.

O Desfecho Do Caso


Não poderia ser outro senão a cura.

Tudo conspira para que o tratamento de certo.

Uma vez estimulado o corpo resolve-se de vez e a “síndrome” gerada pela doença dinâmica desaparece sobrando, senão que, saúde e uma péssima lembrança da doença. Dias difíceis!

Mesmo aparentemente sadios muitas vezes mostramos os sintomas, sutis para os leigos. Nesse momento o corpo consegue se sobrepor à desorganização, mas numa falha ela se mostrará todinha.


Quando a coisa se complica a manifestação da enfermidade será gradativamente mais complexa, sofisticada, até a incurabilidade do mal e a aproximação do fim.

Swellen, a flor que brilha, e o marido de Eleonora, a reluzente, apresentaram franca melhora e se livraram do mal.

Há limites na Homeopatia?


Sim há.

Por exemplo, um sintoma decorrente de uma alteração física irreparável gera sintomas que não traduz uma alteração do dinamismo de vida e, portanto, incurável. Seu dinamismo se apresentou alterado mesmo no nascimento, muito embora ainda não se mostrasse.

Não é uma doença ao ver da Homeopatia.

Tentamos, então, reparar o mal, como nas psicopatias que nascemos com elas, por exemplo.

Podemos ajudar muito, mas não curar, o que é uma pena.

Mas a maioria das doenças são consequências da alteração do dinamismo vital e, portanto, curáveis, a menos que se espere até o ponto da incurabilidade, o que comumente demora muito.

A Homeopatia poderia ser seriamente estudada. 

Poderíamos absorvê-las como mais uma técnica de cura e desenvolver um estudo sério e contínuo para se entender melhor, aperfeiçoar e desenvolver a técnica a níveis mais atuais e menos vulneráveis, à luz do método de estudo contemporâneo.  

A Homeopatia abre uma porta quase inexplorada do conhecimento sobre o ser vivo, no caso o humano.

O conhecimento acaba de vez com a especulação, que beira as crendices e, assim, abre o campo da eficiência e objetividade.