quinta-feira, 21 de abril de 2016

SOBRE A GRIPE, O QUE FAZER PARA AJUDAR E O QUE NÃO FAZER



Neste ano as gripes começaram cedo.
Todos os anos elas aparecem, muito embora há anos em que prevalecem os resfriados, outra infecção viral das vias aéreas superiores.
As gripes, ou influenza, são de um acometimento mais do corpo como um todo, sistêmico, e os resfriados mais localizados nas vias aéreas superiores.
Nós adultos,  já temos um reconhecimento muito grande dos vírus que nos acometeram, o que nos fez mais resistentes do que as crianças que têm esse reconhecimento limitado.


O Que Se Tem De Novo



Como disse, todos anos temos quadros gripais, e há anos que ela é endêmica e até epidêmica.
Mas é uma doença sazonal, que aparece mais no inverno devido ao tempo seco e pouca luminosidade, condição esta que ajuda a manter o vírus.
O vírus é da família dos Ortomixovirus, vírus de RNA,  e se divide em três tipos denominado A,B e C.
A maioria dos quadros que temos são do grupo A, que infectam também porcos, aves aquáticas e os homens.
Quando o vírus dessa família, que geralmente infectam só aves, o porco ou outro mamífero, sai do seu ciclo vital e infecta o homem pode desenvolver quadros mais severos, cobrando todo um trabalho humano de reconhecimento, resposta e memória para ganhar resistência contra ele.
Também a mutação, fato comum nessa ordem de vírus, pode gerar uma cepa de vírus, imunologicamente falando, desconhecido para nós. Assim passamos a ficar vulnerável a esse vírus “novo”.
Daí nascem as epidemias e as endemias. Por isso não cura e extinção da gripe na humanidade.
Desta forma, um vírus “novo” vem causando a gripe atual, com um vírus denominado H1N1 provindo das aves aquáticas.
O quadro é sempre o mesmo e a intensidade tem relação com o fato de não ser ainda amplamente reconhecido pelo sistema imune.


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O Quadro Clínico

Não há nada de muito diferente de todas as gripes que já vimos, apenas que, sob o ponto de vista da intensidade, é mais intensa.
Como acomete o indivíduo e o consome sua vulnerabilidade a adoecer aumenta.
É lógico que se pensarmos nos desvitalizados por uma doença crônica, mais idade avançada, ou pouco idade e pouco reconhecimento viral, se ainda levarmos em conta os imunodeprimidos por tratamento (transplantados) e os Aidéticos, etc, poderemos intuir que estes estarão mais vulneráveis a mais complicações, isso devido a espoliação de energia vital que estas viroses provocam.
Como no Sarampo, essas viroses consomem e põe o doente em risco de agravar com complicações infecciosas oportunistas ou se desorganizarem vitalmente e virem a óbito.
Numa gripe é comum, por exemplo, a infecção dos pulmões por Pneumococos ou outros cocos e bacilos, a conhecida Pneumonia.
Ela pode ser fatal se o indivíduo estiver muito combalido. Daí se pensar nos doentes crônicos e crianças que não estejam muito bem.
Normalmente os doentes dinâmicos crônicos têm uma suscetibilidade a agravar uma gripe ou qualquer outro quadro agudo.
Se todos pegam uma gripe e saram, alguns farão uma sinusite infecciosa, uma amigdalite, uma otite porque estes indivíduos apresentam a Suscetibilidade Mórbida causada por um Miasma Crônico .
Não foi bem a gripe que complicou senão que a suscetibilidade mórbida encontrou nesse quadro agudo oportunidade de se manifestar como uma agudização que pode lhe custar a vida, além do sofrimento e mais depleção .


O Que Devemos Fazer

Sempre que estamos enfermos, principalmente de gripe, devemos nos resguardar em e casa tomar muito líquido, ter uma alimentação adequada para o quadro gripal.
Devemos procurar não atrapalhar o sistema no combate ao agente infeccioso.
É da sabedoria popular a frase: “ contra gripe vitamina C, água e cama”.
Ficar em ambiente arejado e calmo e ter paciência porque teremos dois a três dias de desconforto, seguido de um período de  mais dois ou três dias de recuperação.
O ideal em épocas de epidemia e estivermos enfermos é se afastar de todos para não complicarmos e não infectarmos os demais.
As medidas de higiene devem ser cuidadosas, como lavar as mãos, evitar de colocá-las na boca, nariz e olhos; evitar doentes e ambientes fechados e com muitas pessoas.
Devemos atentar as orientações inúmeras, porém não devemos andar como pinguins para evitar a gripe.
Água e sabão, o álcool, etc é suficiente para evitar o vírus. Antibióticos e produtos vários nada tem haver com prevenção.
Lembrem-se que a transmissão se faz de secreções de doentes nas nossas mucosas, sendo ela saliva, gotículas de secreções emanadas no espirro, de saliva quando se fala.
A mão que colocamos frente a nossa boca quando tossimos é a mesma que cumprimenta, então lavemos as mãos com mais frequência, principalmente quando formos pegar algo para comer.


O Que Não Devemos Fazer

Tirar sintomas com medicamentos para apenas aliviar,  paramos ou retardamos a resposta que nos farão íntegros novamente.
Lamentavelmente a cegueira dos nosso dias faz mais vítimas que o esperado e, o pior, não é reconhecido esses atos pseudo-terapêuticos como um ação contra o corpo e a favor do agente infeccioso.
O medo da febre, a intolerância com o desconforto, a fuga da dor, a ciência parcial e deturpada lavram um campo de complicados e mais sofredores ainda.
Bem, a lista é enorme do que não fazer, mas vamos começar pelos  mais óbvios porque eles são os mais negligenciados.
Antes de mais nada, o repouso é muito importante para a recuperação do indivíduo.
O quadro clínico popularmente conhecido como “Gripe mal Curada”, é decorrentes de sequelas de uma desastrosa recuperação gripal, devida a exposição do organismo a fatores que atrapalham a recuperação total do indivíduo.
Então o isolamento, lógico não quarentena, é uma necessidade para o indivíduo e para a sociedade.
Certa vez atendi um paciente que estava com caxumba e a mãe me trazia porque ele estava apresentando febre novamente. Acabara de fazer aula de natação porque "não podia perdê-la". (!)
Outra pessoa, uma moça estava com dores intensas na cabeça porque estava gripada e foi a academia para não “quebrar o treino”.
Se você não for tão egoísta pense nos outros, mas se for é só lembrar que nesses quadros  o repouso em um ambiente ventilado e mais isolado da multidão ajuda.
Se você for normal, então terá grandes motivos para não se expor e nem expor os demais a um quadro viral mais intenso.
É comum, mais entre os jovens, tomar um analgésico  e antitérmico para não perder uma balada, bebem todas e no dia seguinte estão péssimos com a vida em risco de terminar tragicamente.
Quando se saem bem, tratamos uma amigdalite, uma sinusite quando não, a coisa fica feia.
Evitem medicamentos para tentar gerar o conforto.
A maioria dos sintomas são produzidos pela ação da resposta do corpo contra o agente infeccioso. Suprimindo-os estamos nada menos que impedindo o corpo de se defender da infecção.

Um Fato A Ser Considerado

Quando sofremos uma doença infectocontagiosa causada por um vírus da gripe, influenza, temos febre.
Durante o processo febril eliminamos muitos vírus, o que nos torna um elemento infectante. Outros poderão desenvolver um quadro viral devido aos nossos vírus eliminados.
Resultado de imagem para criança com febreAcabando a febre, a eliminação viral para e nos sobra as sequelas que melhorarão no tempo. Como um exemplo, fica uma renite, uma laringite, uma bronquite que se resolverá facilmente em breve intervalo de tempo.  
Se for uma criança, o mesmo acontece com o período febril e duas semanas depois. Elas eliminam vírus por todo esse tempo, até mesmo aparentando estarem novamente sadias.
Quando se pensa em evitar gripe temos que pensar nisso para tomarmos atitudes realmente eficientes.

A Vacina

Diante daqueles que realmente são os mais prováveis de desenvolver as complicações gripais é que se pensou, na atualidade, em prescrever a vacina, como uma tentativa de evitar a gripe.
Levem em conta que a vacina é uma tentativa de proteger os vulneráveis e que infelizmente não temos ainda uma vacina eficaz contra a gripe. Se houvesse com certeza, eliminaríamos a gripe no nosso meio, como fizemos com a varíola humana.
O sistema de saúde dos países desenvolvidos dispõe dessa vacina para essas pessoas que apresentam tal vulnerabilidade, e o Brasil também.
Essa procura insana por vacina que aconteceu recentemente não teve em vista uma ação de saúde pública racional.
O que mudou em relação as gripes sazonais foi que ela veio mais cedo neste ano e só.
Nos relatos oficiais, fica evidente que os casos de morte até agora se encontravam no grupo de risco.
Em alguns, a vacina pode causar problemas de saúde mais sérios que as gripes, como é observado na Europa. Lá, trabalhos científicos atestam este fato. Como exemplo, o aumento de casos de Guillan Barré entre os vacinados pode, também,  vitimar o indivíduo com maior probabilidade que a gripe.
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Num país sério, a prescrição de prevenções e atitudes contra doenças potencialmente graves fica para os agentes de saúde da medicina preventiva, dirigida pelos departamentos da Saúde Pública, baseados na aplicação de métodos científicos úteis e confirmados pela ciência, e não em crendices populares ou aventuras financeiras do mercado.
O exemplo disso acontece no nosso meio, como o estudo que estão se desenvolvendo em torno do Zika e da Dengue.
Cabe-nos, por outro lado, a responsabilidade de nos orientarmos e respeitarmos os especialista que trabalham em conjunto com a saúde do país.


Um Fato Incontestável



E assim, sem a menor margem para dúvidas, a melhor forma de evitar e prevenir as doenças, agudas e crônicas, é PROMOVER A SAÚDE DO INDIVÍDUO COMO UM TODO E MANTÊ-LA.
Se você quiser fugir da gripe e de tantas doenças com potencial de nos fulminar, pense nisso.
Não lhes adianta nada vacinas, analgésicos, fórmulas miraculosas, vitaminas enfim, uma série de prescrições que têm um valor muito diminuto, ato as vezes desesperado para tratar a complicações de situações crônicas, antes que um quadro agudo.

Pânico, excesso de informações e de cuidados, uso inapropriado de medicamento, principalmente os corticosteroides, abrem as portas para um fim trágico.

Se você tem que tomar medicamentos assim procure o seu médico e discuta com ele o que será preciso fazer para se proteger.

Será mais um ano em que o inverno virá e com ele as gripes.

Risco há de que alguém não suporte uma virose mais forte, mas ela está restrita a uma porcentagem não grande da população, o que não lhe tira a responsabilidade de manter sua saúde e se prevenir com higiene, cautela e acima de tudo de vida normal.
O pânico e o estresse são outra porta indesejável a qualquer um e em qualquer situação. Neste caso, aparece o sentimento de impotência que amedronta a milhares.
Seja racional.

Mas se infelizmente pegar uma dessas doenças, como a gripe H1N1 por exemplo, se estivermos saudáveis, será pouco provável que se venha a morrer ou complicar.
É bem conhecido que a homeopatia cura viroses, com medicamentos bem escolhidos e exatos, aplicados com a técnica bem conhecida e usada há duzentos anos,  sem alterações caprichosas, sem a visão alopática que não lhe é conveniente.
A Homeopatia é uma terapêutica específica, com técnica e conhecimentos exatos que lhe são próprias. Qualquer mudança tem a pena dela não ser eficiente e segura.


segunda-feira, 28 de março de 2016

A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO HOMEOPÁTICO



Muitas dúvidas surgem depois que uma pessoa toma uma dose única bem escolhida para um tratamento Homeopático.
  
Agravação homeopática?

Estou piorando?

É assim mesmo?

O tratamento esta sendo bom, é curável?

O que esperar depois de tomar uma dose única


Podemos esperar alguns efeitos do organismo após uma dose única homeopática.
Na verdade, é também percepção aumentada do corpo de seus sintomas patológicos ante a sensação do medicamento homeopático  individualizado.
É um fato comum, e as formas mais comuns são:

  • Após uma dose única pode não se notar nada no primeiro instante e em umas duas semanas depois parecer que piorou muito. Como normalmente não lembramos mais que tomamos a dose única achamos que estamos adoecendo. Ou, caso contrário, se lembramos achamos que o medicamento fez mal.
  • Pode-se, também, agravar logo após a dose única. Muitos acham que o remédio não fez bem. Após algum tempo começam as melhoras e o tratamento flue. Após mais algum tempo, pode aparecer, para uma parte dos pacientes, mais uma ligeira agravação seguindo, imediatamente após,  de melhoras definitivas.

  • Outra maneira é quando logo após a dose única, ou após um tempo curto de silêncio orgânico, os sintomas começam a amenizar, indo desaparecendo gradualmente até o final da ação da resposta induzida pelo medicamento.
 
  • Uma melhora muito boa de inicio pode ser substituída por uma agravação, até severa, perto de um mês depois da dose única. Normalmente os pacientes acreditam que o efeito do medicamento acabou, mas ele  ainda esta “a todo vapor”. Logo em seguida, vem as melhoras que perdurarão no tempo.


Essas são as formas mais comuns de se ver a resposta orgânica após dose única, dentro do primeiro mês depois de toma-la. 

É conhecida dos que já se trataram ou acompanharam alguém num tratamento homeopática.

Não é preciso que ela seja intensa, e nem mesmo existe uma relação entre a intensidade da agravação medicamentosa e a intensidade da resposta curativa. 

Devemos mesmo tentar evitá-la se possível.  

Há casos em que não vemos a agravação, apenas as mudanças produzidas pelo dinamismo  medicamentoso.

É a forma ideal de reagir que sempre buscamos alcançar, mas nem sempre podemos garantir que conseguiremos tal façanha.

É a forma mais confortável de tratar.

O porque da agravação e das sensações desconfortáveis depois da dose única


Quando tratamos os pacientes com Homeopatia nós estamos provocando uma mudança do organismo na sua forma de responder e reagir em relação ao meio onde vivemos.

Mudamos, na verdade, a resposta adaptativa orgânica.

Livramos o organismo da interferência da doença crônica que mantém o sistema susceptível a adoecer.

É quase impossível que não tenhamos alguma sensação, algum incremento dos sintomas, agravação homeopática,  diante dessa mudança, e que as vezes é desagradável.

Ainda por cima, não apreciamos mudanças em nossa situação habitual e tendemos a reagir, sejam elas quais forem.

Mas a agravação homeopática, a acentuação dos sintomas molestos provocados pela doença natural, aparecem por outro motivo.

Quando tomamos o medicamento homeopático, este foi escolhido pela semelhança máxima possível ao desequilíbrio provocado pela doença e que gera sintomas.  

Logicamente, sentiremos intensificar os sintomas da desorganização provocada pela doença crônica dinâmica devido ao uso do medicamento semelhante.

Ele aumenta a percepção da alteração dinâmica, fato este visível através dos sintomas incrementados

Nada de mais nisso, a não ser que indica a adequação medicamentosa, a integridade da percepção do paciente e só podemos esperar a cura.

Entendendo melhor a evolução do tratamento


Partindo do estado de enfermo, após a dose única, o paciente apresentará uma melhora notável até um certo ponto.

Estabiliza aí por algum tempo e depois mostrará uma tendência a recrudescer os sintomas.

A ação do medicamento provocará uma mudança no estado do doente, que levará à melhora do paciente com a diminuição de todos os sintomas.

Além da mudança, há também um pouco de paliação devido a intensidade do estímulo medicamentoso que encobre parcialmente os sintomas.


A melhora observada com o uso do medicamento é composto pela aniquilação da doença crônica mais o efeito paliativo da intensidade do estímulo da dose única.

Depois de um tempo, quando as mudanças para saúde param, depois que cessa a resposta ao estímulo do remédio, o efeito paliativo começa a ceder, dando a impressão de que os sintomas voltarão.

Numa avaliação criteriosa, esse momento pede uma nova dose, ou ajuste do medicamento e da nova dose a ser readministrada.

Uma nova melhora ocorre agora após a segunda dose única, quando o efeito da primeira foi totalmente esgotado.

A partir do sucesso da dose anterior, muito mais resposta se verá após esta segunda dose única, devidamente modulada segundo a semelhança do quadro atualizado.

Vai assim até a cura quando o total das melhoras corresponderá a restauração da saúde do enfermo.

Muitos paciente vêm ao consultório com doenças crônicas cujos os sintomas são realmente muito molestos.

Depois da dose conhecem um alívio muito grande. 

Quando cessa o efeito paliativo e parece que os sintomas voltarão, eles ficam muito ansiosos com medo de que o mal volte.

Mas não voltará.

É apenas um movimento que mostra que o tratamento não chegou ao fim. 

Uma nova consulta deve ser feita, um novo diagnóstico de tratamento e novamente uma nova dose ajustada a realidade do momento.

Algumas pessoas vêm ao consultório agitadas dizendo que tudo voltou. 

Depois de reestudado na consulta fica claro que realmente não voltou, apenas alguns sintomas mostram -se ainda presentes indicando que o tratamento deve seguir até a cura total e definitiva.  

Evoluindo o tratamento chegaremos ao final, quando só a saúde pode ser encontrada no doente.

Uma vez curada a doença crônica dinâmica, as “ameaças de voltar” desaparecem para sempre.
 

Quando a cura não vem

Há os incuráveis, infelizmente.

Não pela doença em si, mas por não armarem uma resposta curativa.

O lado bom é que são casos realmente raros.

O paciente toma a dose única, agrava e, na evolução,  volta ao que estava no início.

Podemos pensar em ajudá-lo de outra maneira, mas a proposta da Homeopatia, que é a cura, não será atingida.

Não adianta repetir doses, trocar medicamento, aplicar mais de um medicamento, aumentar a dinamização usando-a como potência ( o que não é ) ao custo de desenvolver no paciente mais sintomas e alterações molestas devido a patogenesia.

Se dermos uma dinamização muito alta a um paciente sensível ou repetirmos o medicamento aparecerão sintomas que o medicamento trata e a isso damos o nome de Patogenesia.

Felizmente para todos nós, o tratamento homeopático é muito  eficaz contra doenças crônicas e agudas, e tem uma maneira “sui generis” de agir.

A cura se dá de maneira rápida, suave e definitiva.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

AS PEQUENAS PATOLOGIAS DO FRIO E SUAS SOLUÇÕES 


Todos já sabem, com a chegada da estação fria começam a aparecer as pequenas patologias incômodas, que irritam e só oferecem risco maior para as pessoas que estão debilitadas pela doença crônica.

Mas a maioria não vai ter senão que alguns dias de chateação. 

Também, não precisamos nos expor ao consumo de drogas desnecessárias e às vezes criando riscos desnecessários.

Vamos revisar um pouco o assunto  e ver como podemos tratar, de forma segura, esses episódios agudos.

ANTES DE QUALQUER COISA, OS CUIDADOS GERAIS

Não adianta preocupar-se como usar o medicamento se não dermos ao nosso corpo condições para que faça uma boa resolução quando estamos doentes.

Precisamos atentar para as necessidades de nosso corpo no momento em que vivemos.

Pensemos na hidratação, alimentação adequada, repouso, resguardo, e por aí  vai a lista de recomendações.

Na verdade, devemos prontamente atender as necessidades orgânicas do momento e, se possível, livra-lo da exposição à situações nocivas.

Certa vez fui convidado para jantar na casa de um amigo.

Era fim de outono  e aqui na região isso significa que a noite temos vento gelado depois de um dia de sol relativamente quente. 


Estávamos em um condomínio numa região alta, onde o vento impiedoso castiga quem esta em um  lugar aberto. 

Chegando cumprimentei os adultos e logo os adolescentes apareceram. Um menino e duas adolescentes.

Lindos como eles são nesta fase da vida.

O menino estava adequadamente vestido para a noite do nosso outono /inverno que é frio frio.

Mas as garotas...

Santa vaidade!

Quem já teve filha sabe como as coisas são.

Querem vestir-se de maneira conforme a imagem que querem passar e não conforme a necessidade que o tempo impõe, não mudam por nada.

As duas estavam com mini saia, blusa bem fininha sem mangas e com decote na frente e atrás.

Nada adequado para sair à noite no frio. A exposição ao frio será intensa desta forma.

- Vocês vão sair – pergunto

- Vamos, tem uma pracinha aqui perto e nos reunimos lá com a galera – me responde animada uma delas com o apoio da outra sorrindo e confirmando com a cabeça.

- Vocês irão por um casaco, imagino – e faço o gesto de se abrigar provocando-as.

- Estamos prontas tio – respondem quase juntas animadinhas.

- Está frio lá fora, e ventando ...  -  começo a falar e sou interrompido.

- Não sentimos frio – diz a primeira.

- Frio é psicológico – fala e ria a mais nova.

- Vocês vão adoecer assim. Lá é fechado? – pergunto ironicamente. 

O pai entra na conversa e fala que ninguém as convence, e me pergunta:

- Você sabe como são os adolescentes, não?

- Tive quatro delas, sou doutor em pai de filhas – e rimos.

Na semana seguinte foi pedido que eu visse as duas porque estavam com febre.

O EFEITO FRIO

Uma exposição ao frio na nossa região não leva a um hipotermia suficiente que nos leve a morte, mas o resfriamento nos expõe a viroses, principalmente  das vias respiratórias altas.

Devemos nos manter aquecidos adequadamente, nem muito e nem pouco.

As vovós já falavam que deveríamos nos resguardar para não constipar.

Rimos, mas há um fundo de verdade nisso.

Os efeitos de um esfriamento do corpo pode nos desencadear diversos desajustes fisiológicos, que podem nos levar a infecções que nos molestam. 

É comum nesta época uma neurite do nervo Trigêmeo que dá dores e paralisia facial devido à exposição ao frio.

Como os dias são mais quentes mantemos as janelas abertas do carro e o ar frio que entra pela janela batendo no rosto leva a neuralgia pelo esfriamento. Mesmo a entrada de ar do carro passando pelo rosto vai esfriar e também levar ao problema. Era um quadro muito comum em caminhoneiro há alguns anos.

Quando resfriamos o corpo todo há uma quebra na sua harmonia. O organismo fica mais vulnerável ao ambiente devido as disfunções por exposição indevida do corpo.

As vovós falavam de dores do resfriamento, como as de joelho, mãos e costas.

AS PEQUENAS VIROSES

No frio as infecções pode se dar localmente ou de forma mais sistêmica.

Na primeira forma, os Resfriados, são causados por vírus do tipo  Rinovirus, Adenovirus, Vírus Sincicial Respiratório, Corona vírus, Vírus da Parainfluenza, etc..

As pessoas doentes apresentam mal estar, febre baixa (37,5-38,5°C), coriza, tosse seca ou com pouco muco branco, lacrimejamento,  congestão ocular, hiperemia e hipertrofia dos folículos faringeanos (bolinhas vermelhas na faringe), hiperemia de véu palatino (vermelhidão em faixa no fundo do céu da boca), sensação de ouvido tampado, agulhada no ouvido em episódios isolados.

São uma série de sintomas leves que incomodam muito, que evolui e se resolve por si mesmo.

Nesta fase o melhor é resguardo, hidratação, sucos naturais ricos em vitamina C como acerola, caju, etc..

Deve-se evitar tomar muita medicação para não atrapalhar a cura e muito menos usar corticosteroides e “antibióticos”.

AJUDANDO O CORPO NA SUPERAÇÃO DAS PEQUENAS PATOLOGIAS DE INVERNO

Pode-se ajudar o corpo com a Homeopatia conforme os sintomas e sinais mais predominantes. 

Nariz correndo fino, espirros, pouca febre, um pouco de tosse seca e o característico mal estar, pode ser medicado com Allium sativum 6CH  4 gotas em água de 2/2horas por dois dias e mais dois dias de 4/4 horas.

Se o nariz corre fino, pouca febre, um pouco de tosse seca e mal, espirros e um lacrimejamento intenso, então a medicação é o Allium cepa 6CH tomado da mesma forma que o anterior.

Se o quadro agudo tem como característica muitos espirros, que chamam a atenção,  então a medicação será a Sabadilla 6H.

Mas se o que caracteriza entre os sintomas for a Tosse Seca, então vale a pena tomar Drosera rotundifolia  6CH 4gotas em água de 4/4h por uns 3-5 dias.

Mas se a tosse for Rouca, com ou sem rouquidão então pode se tomar a Spongia tosta, 4 gotas em água de 4/4 horas por 3-5 dias.

As vezes, depois de uma exposição ao frio, como nas noites de festa Junina, aparecer uma dor de garganta sem pus e  ela fica vermelha e doe, com febre baixa pode-se medicar com Ferrum phosphoriucum 6CH, 4 gotas em água de 2/2horas por dois dias e depois mais dois de 4/4horas. Mas aqui cuidad, porque se a pessoa estiver com Amigdalite Purulenta é melhor ver o médico.

E as dores de ouvido?
Procure sempre um médico, assim como nas amigdalites purulentas.

Também não é incomum aparecer uma irritação dos olhos no frio. Eles ficam vermelhos incomodam e coçam, então, pode-se tomar Euphrasia 6CH de 4/4 horas por 3 dias. Se houver pus, também procure um médico.

Quando aparece uma febre e ainda não sabemos o que vai acontecer pode se medicar com Belladona 6CH de 2/2h por dois dias. Após dois dias a febre deve cair e se não cair procure um médico.

Não tentem tratar as complicações caso venham, como Amigdalites Purulentas, Sinusites com pus, Otites, Bronquites purulentas com febre  porque envolve um risco á vida do doente. 

O profissional da saúde, o médico, é a pessoa mais preparada para este fim.

Um ponto importante também é não misturar medicação porque pode ser desastroso. Pode gerar sintomas novos, confundir o quadro e quando um médico for examinar o doente tudo estará muito caótico dificultando sua ação.

Na Homeopatia, não interessa quantos medicamentos se toma e nem a quantidade, apenas que SEMPRE as doses sejam adequadas e que seja SEMPRE um único medicamento apenas.

Nas gripes, devido o envolvimento ser sistêmico, mais grave e mais ameaçador é bom tratar através de um médico.

A mistura de medicamentos Homeopáticos e Alopático pode gerar uma idiossincrasia, ( sintomas estranhos inesperados) e pode até agravar o que era simples.   

Portanto vamos ajudar a recuperação de nosso corpo com racionalidade, respeitando os cuidados gerais, dando apenas um medicamento e pelo tempo INDISPENSÁVEL apenas para ajudar o corpo a vencer o mal.

Não vamos curar com medicamentos, o próprio organismo que o fará.


Se não puder ajudar não atrapalhe o seu corpo a se resolver!