segunda-feira, 28 de março de 2016

A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO HOMEOPÁTICO



Muitas dúvidas surgem depois que uma pessoa toma uma dose única bem escolhida para um tratamento Homeopático.
  
Agravação homeopática?

Estou piorando?

É assim mesmo?

O tratamento esta sendo bom, é curável?

O que esperar depois de tomar uma dose única


Podemos esperar alguns efeitos do organismo após uma dose única homeopática.
Na verdade, é também percepção aumentada do corpo de seus sintomas patológicos ante a sensação do medicamento homeopático  individualizado.
É um fato comum, e as formas mais comuns são:

  • Após uma dose única pode não se notar nada no primeiro instante e em umas duas semanas depois parecer que piorou muito. Como normalmente não lembramos mais que tomamos a dose única achamos que estamos adoecendo. Ou, caso contrário, se lembramos achamos que o medicamento fez mal.
  • Pode-se, também, agravar logo após a dose única. Muitos acham que o remédio não fez bem. Após algum tempo começam as melhoras e o tratamento flue. Após mais algum tempo, pode aparecer, para uma parte dos pacientes, mais uma ligeira agravação seguindo, imediatamente após,  de melhoras definitivas.

  • Outra maneira é quando logo após a dose única, ou após um tempo curto de silêncio orgânico, os sintomas começam a amenizar, indo desaparecendo gradualmente até o final da ação da resposta induzida pelo medicamento.
 
  • Uma melhora muito boa de inicio pode ser substituída por uma agravação, até severa, perto de um mês depois da dose única. Normalmente os pacientes acreditam que o efeito do medicamento acabou, mas ele  ainda esta “a todo vapor”. Logo em seguida, vem as melhoras que perdurarão no tempo.


Essas são as formas mais comuns de se ver a resposta orgânica após dose única, dentro do primeiro mês depois de toma-la. 

É conhecida dos que já se trataram ou acompanharam alguém num tratamento homeopática.

Não é preciso que ela seja intensa, e nem mesmo existe uma relação entre a intensidade da agravação medicamentosa e a intensidade da resposta curativa. 

Devemos mesmo tentar evitá-la se possível.  

Há casos em que não vemos a agravação, apenas as mudanças produzidas pelo dinamismo  medicamentoso.

É a forma ideal de reagir que sempre buscamos alcançar, mas nem sempre podemos garantir que conseguiremos tal façanha.

É a forma mais confortável de tratar.

O porque da agravação e das sensações desconfortáveis depois da dose única


Quando tratamos os pacientes com Homeopatia nós estamos provocando uma mudança do organismo na sua forma de responder e reagir em relação ao meio onde vivemos.

Mudamos, na verdade, a resposta adaptativa orgânica.

Livramos o organismo da interferência da doença crônica que mantém o sistema susceptível a adoecer.

É quase impossível que não tenhamos alguma sensação, algum incremento dos sintomas, agravação homeopática,  diante dessa mudança, e que as vezes é desagradável.

Ainda por cima, não apreciamos mudanças em nossa situação habitual e tendemos a reagir, sejam elas quais forem.

Mas a agravação homeopática, a acentuação dos sintomas molestos provocados pela doença natural, aparecem por outro motivo.

Quando tomamos o medicamento homeopático, este foi escolhido pela semelhança máxima possível ao desequilíbrio provocado pela doença e que gera sintomas.  

Logicamente, sentiremos intensificar os sintomas da desorganização provocada pela doença crônica dinâmica devido ao uso do medicamento semelhante.

Ele aumenta a percepção da alteração dinâmica, fato este visível através dos sintomas incrementados

Nada de mais nisso, a não ser que indica a adequação medicamentosa, a integridade da percepção do paciente e só podemos esperar a cura.

Entendendo melhor a evolução do tratamento


Partindo do estado de enfermo, após a dose única, o paciente apresentará uma melhora notável até um certo ponto.

Estabiliza aí por algum tempo e depois mostrará uma tendência a recrudescer os sintomas.

A ação do medicamento provocará uma mudança no estado do doente, que levará à melhora do paciente com a diminuição de todos os sintomas.

Além da mudança, há também um pouco de paliação devido a intensidade do estímulo medicamentoso que encobre parcialmente os sintomas.


A melhora observada com o uso do medicamento é composto pela aniquilação da doença crônica mais o efeito paliativo da intensidade do estímulo da dose única.

Depois de um tempo, quando as mudanças para saúde param, depois que cessa a resposta ao estímulo do remédio, o efeito paliativo começa a ceder, dando a impressão de que os sintomas voltarão.

Numa avaliação criteriosa, esse momento pede uma nova dose, ou ajuste do medicamento e da nova dose a ser readministrada.

Uma nova melhora ocorre agora após a segunda dose única, quando o efeito da primeira foi totalmente esgotado.

A partir do sucesso da dose anterior, muito mais resposta se verá após esta segunda dose única, devidamente modulada segundo a semelhança do quadro atualizado.

Vai assim até a cura quando o total das melhoras corresponderá a restauração da saúde do enfermo.

Muitos paciente vêm ao consultório com doenças crônicas cujos os sintomas são realmente muito molestos.

Depois da dose conhecem um alívio muito grande. 

Quando cessa o efeito paliativo e parece que os sintomas voltarão, eles ficam muito ansiosos com medo de que o mal volte.

Mas não voltará.

É apenas um movimento que mostra que o tratamento não chegou ao fim. 

Uma nova consulta deve ser feita, um novo diagnóstico de tratamento e novamente uma nova dose ajustada a realidade do momento.

Algumas pessoas vêm ao consultório agitadas dizendo que tudo voltou. 

Depois de reestudado na consulta fica claro que realmente não voltou, apenas alguns sintomas mostram -se ainda presentes indicando que o tratamento deve seguir até a cura total e definitiva.  

Evoluindo o tratamento chegaremos ao final, quando só a saúde pode ser encontrada no doente.

Uma vez curada a doença crônica dinâmica, as “ameaças de voltar” desaparecem para sempre.
 

Quando a cura não vem

Há os incuráveis, infelizmente.

Não pela doença em si, mas por não armarem uma resposta curativa.

O lado bom é que são casos realmente raros.

O paciente toma a dose única, agrava e, na evolução,  volta ao que estava no início.

Podemos pensar em ajudá-lo de outra maneira, mas a proposta da Homeopatia, que é a cura, não será atingida.

Não adianta repetir doses, trocar medicamento, aplicar mais de um medicamento, aumentar a dinamização usando-a como potência ( o que não é ) ao custo de desenvolver no paciente mais sintomas e alterações molestas devido a patogenesia.

Se dermos uma dinamização muito alta a um paciente sensível ou repetirmos o medicamento aparecerão sintomas que o medicamento trata e a isso damos o nome de Patogenesia.

Felizmente para todos nós, o tratamento homeopático é muito  eficaz contra doenças crônicas e agudas, e tem uma maneira “sui generis” de agir.

A cura se dá de maneira rápida, suave e definitiva.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

AS PEQUENAS PATOLOGIAS DO FRIO E SUAS SOLUÇÕES 


Todos já sabem, com a chegada da estação fria começam a aparecer as pequenas patologias incômodas, que irritam e só oferecem risco maior para as pessoas que estão debilitadas pela doença crônica.

Mas a maioria não vai ter senão que alguns dias de chateação. 

Também, não precisamos nos expor ao consumo de drogas desnecessárias e às vezes criando riscos desnecessários.

Vamos revisar um pouco o assunto  e ver como podemos tratar, de forma segura, esses episódios agudos.

ANTES DE QUALQUER COISA, OS CUIDADOS GERAIS

Não adianta preocupar-se como usar o medicamento se não dermos ao nosso corpo condições para que faça uma boa resolução quando estamos doentes.

Precisamos atentar para as necessidades de nosso corpo no momento em que vivemos.

Pensemos na hidratação, alimentação adequada, repouso, resguardo, e por aí  vai a lista de recomendações.

Na verdade, devemos prontamente atender as necessidades orgânicas do momento e, se possível, livra-lo da exposição à situações nocivas.

Certa vez fui convidado para jantar na casa de um amigo.

Era fim de outono  e aqui na região isso significa que a noite temos vento gelado depois de um dia de sol relativamente quente. 


Estávamos em um condomínio numa região alta, onde o vento impiedoso castiga quem esta em um  lugar aberto. 

Chegando cumprimentei os adultos e logo os adolescentes apareceram. Um menino e duas adolescentes.

Lindos como eles são nesta fase da vida.

O menino estava adequadamente vestido para a noite do nosso outono /inverno que é frio frio.

Mas as garotas...

Santa vaidade!

Quem já teve filha sabe como as coisas são.

Querem vestir-se de maneira conforme a imagem que querem passar e não conforme a necessidade que o tempo impõe, não mudam por nada.

As duas estavam com mini saia, blusa bem fininha sem mangas e com decote na frente e atrás.

Nada adequado para sair à noite no frio. A exposição ao frio será intensa desta forma.

- Vocês vão sair – pergunto

- Vamos, tem uma pracinha aqui perto e nos reunimos lá com a galera – me responde animada uma delas com o apoio da outra sorrindo e confirmando com a cabeça.

- Vocês irão por um casaco, imagino – e faço o gesto de se abrigar provocando-as.

- Estamos prontas tio – respondem quase juntas animadinhas.

- Está frio lá fora, e ventando ...  -  começo a falar e sou interrompido.

- Não sentimos frio – diz a primeira.

- Frio é psicológico – fala e ria a mais nova.

- Vocês vão adoecer assim. Lá é fechado? – pergunto ironicamente. 

O pai entra na conversa e fala que ninguém as convence, e me pergunta:

- Você sabe como são os adolescentes, não?

- Tive quatro delas, sou doutor em pai de filhas – e rimos.

Na semana seguinte foi pedido que eu visse as duas porque estavam com febre.

O EFEITO FRIO

Uma exposição ao frio na nossa região não leva a um hipotermia suficiente que nos leve a morte, mas o resfriamento nos expõe a viroses, principalmente  das vias respiratórias altas.

Devemos nos manter aquecidos adequadamente, nem muito e nem pouco.

As vovós já falavam que deveríamos nos resguardar para não constipar.

Rimos, mas há um fundo de verdade nisso.

Os efeitos de um esfriamento do corpo pode nos desencadear diversos desajustes fisiológicos, que podem nos levar a infecções que nos molestam. 

É comum nesta época uma neurite do nervo Trigêmeo que dá dores e paralisia facial devido à exposição ao frio.

Como os dias são mais quentes mantemos as janelas abertas do carro e o ar frio que entra pela janela batendo no rosto leva a neuralgia pelo esfriamento. Mesmo a entrada de ar do carro passando pelo rosto vai esfriar e também levar ao problema. Era um quadro muito comum em caminhoneiro há alguns anos.

Quando resfriamos o corpo todo há uma quebra na sua harmonia. O organismo fica mais vulnerável ao ambiente devido as disfunções por exposição indevida do corpo.

As vovós falavam de dores do resfriamento, como as de joelho, mãos e costas.

AS PEQUENAS VIROSES

No frio as infecções pode se dar localmente ou de forma mais sistêmica.

Na primeira forma, os Resfriados, são causados por vírus do tipo  Rinovirus, Adenovirus, Vírus Sincicial Respiratório, Corona vírus, Vírus da Parainfluenza, etc..

As pessoas doentes apresentam mal estar, febre baixa (37,5-38,5°C), coriza, tosse seca ou com pouco muco branco, lacrimejamento,  congestão ocular, hiperemia e hipertrofia dos folículos faringeanos (bolinhas vermelhas na faringe), hiperemia de véu palatino (vermelhidão em faixa no fundo do céu da boca), sensação de ouvido tampado, agulhada no ouvido em episódios isolados.

São uma série de sintomas leves que incomodam muito, que evolui e se resolve por si mesmo.

Nesta fase o melhor é resguardo, hidratação, sucos naturais ricos em vitamina C como acerola, caju, etc..

Deve-se evitar tomar muita medicação para não atrapalhar a cura e muito menos usar corticosteroides e “antibióticos”.

AJUDANDO O CORPO NA SUPERAÇÃO DAS PEQUENAS PATOLOGIAS DE INVERNO

Pode-se ajudar o corpo com a Homeopatia conforme os sintomas e sinais mais predominantes. 

Nariz correndo fino, espirros, pouca febre, um pouco de tosse seca e o característico mal estar, pode ser medicado com Allium sativum 6CH  4 gotas em água de 2/2horas por dois dias e mais dois dias de 4/4 horas.

Se o nariz corre fino, pouca febre, um pouco de tosse seca e mal, espirros e um lacrimejamento intenso, então a medicação é o Allium cepa 6CH tomado da mesma forma que o anterior.

Se o quadro agudo tem como característica muitos espirros, que chamam a atenção,  então a medicação será a Sabadilla 6H.

Mas se o que caracteriza entre os sintomas for a Tosse Seca, então vale a pena tomar Drosera rotundifolia  6CH 4gotas em água de 4/4h por uns 3-5 dias.

Mas se a tosse for Rouca, com ou sem rouquidão então pode se tomar a Spongia tosta, 4 gotas em água de 4/4 horas por 3-5 dias.

As vezes, depois de uma exposição ao frio, como nas noites de festa Junina, aparecer uma dor de garganta sem pus e  ela fica vermelha e doe, com febre baixa pode-se medicar com Ferrum phosphoriucum 6CH, 4 gotas em água de 2/2horas por dois dias e depois mais dois de 4/4horas. Mas aqui cuidad, porque se a pessoa estiver com Amigdalite Purulenta é melhor ver o médico.

E as dores de ouvido?
Procure sempre um médico, assim como nas amigdalites purulentas.

Também não é incomum aparecer uma irritação dos olhos no frio. Eles ficam vermelhos incomodam e coçam, então, pode-se tomar Euphrasia 6CH de 4/4 horas por 3 dias. Se houver pus, também procure um médico.

Quando aparece uma febre e ainda não sabemos o que vai acontecer pode se medicar com Belladona 6CH de 2/2h por dois dias. Após dois dias a febre deve cair e se não cair procure um médico.

Não tentem tratar as complicações caso venham, como Amigdalites Purulentas, Sinusites com pus, Otites, Bronquites purulentas com febre  porque envolve um risco á vida do doente. 

O profissional da saúde, o médico, é a pessoa mais preparada para este fim.

Um ponto importante também é não misturar medicação porque pode ser desastroso. Pode gerar sintomas novos, confundir o quadro e quando um médico for examinar o doente tudo estará muito caótico dificultando sua ação.

Na Homeopatia, não interessa quantos medicamentos se toma e nem a quantidade, apenas que SEMPRE as doses sejam adequadas e que seja SEMPRE um único medicamento apenas.

Nas gripes, devido o envolvimento ser sistêmico, mais grave e mais ameaçador é bom tratar através de um médico.

A mistura de medicamentos Homeopáticos e Alopático pode gerar uma idiossincrasia, ( sintomas estranhos inesperados) e pode até agravar o que era simples.   

Portanto vamos ajudar a recuperação de nosso corpo com racionalidade, respeitando os cuidados gerais, dando apenas um medicamento e pelo tempo INDISPENSÁVEL apenas para ajudar o corpo a vencer o mal.

Não vamos curar com medicamentos, o próprio organismo que o fará.


Se não puder ajudar não atrapalhe o seu corpo a se resolver!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A SAÚDE, A DOENÇA E A MORTE


Não me atrevo aqui discutir se podemos ou não ser imortais.
O fato é que duramos certo tempo e morremos.
Muitos sofrem intensamente antes de morrer por doenças e limitações mórbidas humilhantes.
São pessoas que fizeram carreira numa doença crônica que, evoluindo, lhe consumiram tudo o que tinham de digno, diante da definição de um ser humano, ou morrem repentinamente apesar de tratamentos bem adequados, depois de uma vida abreviada pela evolução da enfermidade.
Uma vida assim sem qualidade seguiu até ser decepada pela morte repentina.
Outros, ao contrário, as limitações que experimentam são os impostos pela idade, andam mais devagar, a postura se altera, a capacidade vital diminui, mas vivem uma vida plena e satisfatória, com realizações adequadas para sua idade, seu sexo e seu tempo.
E quando morrem ou vão morrer, são conscientes do seu fim, estão prontos para isso, nos avisam e vão devagar decrescendo nas suas atividades vitais até a morte, que é tranquila junto aos seus queridos.
É a assinatura de uma vida plena e feliz, onde a saúde se sobressai.
Tiveram, como todos nós temos, dificuldades diversas, mas foi capaz de supera-las e até crescer com elas.
Para uns é motivo de manifestar uma enfermidade, para eles é algo transitório a ser superado.
Fluem como um rio no seu leito.
E o rio também chega ao mar onde ele desaparece.
Quando doentes, sofrem as limitações de enfermidades físicas aniquilantes e que lhes custará a vida, depois de muito consumo de si mesmo pela doença.
É acabar, é ser liquidado por assim dizer.
Quando sadios, todo um processo se desenrola preparando-os para um fim não enfermiço, e tudo se esvai sem patologias, apenas uma máquina humana acaba se desligando e a viva cessa.
Fica muito difícil fazer um atestado de óbito porque não há uma enfermidade de base, não há uma doença fatal, não se tem um CID, Código Internacional da Doença, para se justificar.
Apenas tranquilamente encerra-se a vida.
É muito diferente para os parentes próximos assistir a morte de uma pessoa sadia e a de uma doente.
Numa há o finalizar uma vida onde o sofrimento muitas vezes é a saudade antecipada.
Na segunda, há quase que um horror, há uma penalização de quem acompanha, muito angustia e nos impressionamos com o que vemos. 

Fazem-nos a ficar com medo de passarmos pela mesma situação. Não é incomum ouvir-se que teme-se o sofrimento e não a morte.
Não tenho ainda muitos pacientes mortos dos que acompanho.
Tenho muitos longevos ativos e saudáveis, graças a Deus.
As duas pacientes que tive e que passaram pelo óbito foram descritas mais acima.
Eram duas senhoras muito ativas e felizes, que um dia “resolveram” morrer.
Lógico que não resolveram, mas perceberam seu fim e estavam prontas para seu fim.
Consolaram seus parentes amados, arrumaram tudo, e uma delas até piada fazia.
Ambas tiveram o seu final de forma digna, sem patologia, sem sofrimento.
É tão difícil de ver este fato que não concebemos como uma pessoa pode morrer sem estar doente.
Para a maioria morremos porque um dia enfermamos, agravamos e daí sim, com o corpo castigado, extenuado vem o fim.
Mas os saudáveis também morrem, mais dignamente é lógico, mas também vão ter um fim em certo dia. 
 A Homeopatia permite que as pessoas tenham a oportunidade de enfrentar o encerrar de suas vidas de forma saudável. Permite que, no epílogo de suas vidas, vivam com dignidade. 
Em uma reciclagem médica recente vi estudos que remetem a certas substâncias que prometem uma velhice sem patologias.
O ponto crucial do estudo é que o idoso não apresente nenhuma enfermidade ou pequenos acidentes e que possam como um todo manter-se equilibrados.
Até o termo homeopático “tratar o homem como um todo” pode ser notado durante a exposição do tratado.
Quando o indivíduo esta doente é o todo quem esta doente.
E é bem isso.
Tratamos a pessoa como um todo, eliminando a doença dinâmica que gera várias patologias, e depois a mantemos sadia como um todo, até que sua vida venha ao seu fim e possa morrer de forma saudável sem sofrimentos.
Não entendo a imortalidade, mas também não entendo viver sofrendo e as mortes prematuras por doenças também. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Supressão Mórbida



Quando se está em um tratamento Homeopático é comum ser advertido para não tratar uma erupção da pele que possa aparecer.

Perguntamos o porquê e recebemos como uma resposta que é para não causar uma supressão mórbida e poder causar com isso uma metástase mórbida.  

Dizem, vulgarmente, que é para a doença não entrar no organismo.

Nossos pacientes diante disso respondem:

- Ahh, tá.

Ficam no ar, e imediatamente recebem a informação que podem agravar tudo e até morrer.

Vamos ver como isso realmente é, em poucas palavras assertivas que deixem isso claro.

METÁSTASE MÓRBIDA UM FATO NATURAL

Todos os clínicos já observaram muitas vezes um fenômeno que acontece em alguns enfermos que é a mudança de uma patologia de um local para o outro.

O exemplo mais comum disso é, por exemplo, quando uma pessoa tem uma infecção de garganta, e melhorando aparece com uma infecção urinária, uma pielonefrite, doença infecciosa do rim.

Há muitos e muitos casos parecidos, às vezes sofisticados, que mostram que um transtorno mórbido pode aparecer em outro local, como consequência da supressão do primeiro, como uma complicação ou por uma evolução ruim de um tratamento.

Não é incomum, embora não frequente que ao tratar alguns reumatismos articulares desenvolva uma endocardite, inflamação da mucosa do coração enquanto observamos uma melhora da artrite reumatismal.

Se formos estudar bem as metástases mórbidas veremos que são muito mais frequentes do que acreditamos, e comumente levam o nome de complicações, recaídas e as vezes até de um novo mal.

Com a observação clínica cuidadosa da para se definir estes quadros metastáticos e ao observa-los aprende-se a contornar certas atitudes médicas supressivas para evitar desencadear uma metástase mórbida em quem tratamos, algumas vezes letais.

É fato que uma moléstia possa involuir e logo em seguida aparecer outra manifestação à distância do órgão da primeira manifestação.

Muitas vezes mesmo, observa-se até uma alternância de sintomas ou afecções em órgãos distintos.

Quando a metástase se produz na psique fica muito mais difícil de avaliar, principalmente quando o observador não tiver sido treinado com uma visão mais clínica e sistêmica do organismo.

METÁSTASE MÓRBIDA  PROVOCADA

Assim como as metástases naturais há outras que são provocadas por atos médicos e demais atitudes com intensão de curar.     


Ninguém na verdade quer que isso ocorra.

O alérgico é o exemplo típico deste acidente.   

Vou contar um caso que aconteceu com um garotinho.

Ele tinha crises de Asma com muitos chiados, algumas internações, um quadro persistente e com crises de broncoespasmo  progressivamente piores.

Começamos o tratamento e logo ele passou a respirar melhor e as crises sumiram.

Um tempo depois, começou a apresentar uma dermatite nas dobras do joelho e cotovelo, as pontas dos dedos secaram e apareceram fissuras pequenas.

A mãe ficou desesperada, queria que eu tratasse imediatamente as lesões da pele e, por mais que explicasse, não conseguia entender que era um momento da cura e se fizéssemos algo poderia ser ruim para o garoto.

Resolveu então ir a um colega para fazer exames pelo menos, porque não podia tolerar aquelas lesões na pele do garotinho. 

Fizeram exames e nada digno de nota se observou e o colega prescreveu um tratamento  para a pele.

Um tempo depois ela resolve ir ao consultório novamente para que eu curasse a asma do filho que tinha voltado e muito mais intensa desta vez.

- Mas se eu medicar vai voltar a lesão da pele – falo apontando para o cotovelo do garoto. Eu ficara sabendo que ela havia tratado a pele de seu filho.

- Mas não da para tratar os dois? – me pergunta

- Não da, porque quando tratamos um doente o fazemos tratando o indivíduo como um todo  e não na Asma ou o Eczema. Tratamos aquilo que leva a criança a enfermar. Nós tentamos retirar a interferência que altera sua dinâmica vital que o faz ficar doente. O corpo , muitas vezes, superficializa a tensão mórbida como pequenas patologia de pele e fâneros, unhas, cabelo, etc. quando não desenvolve exonerações como diarreia , transpiração e urina alterada.

- Então faça aparecer outra coisa no lugar da pele – me interrompe.

É muito comum a preocupação com aparência ser mais preocupante para seus parentes que uma doença mais grave.

Mas me esforço em explicar-lhe como isso funciona, até que me diz:

- Então fui eu a culpada por ter voltado a asma dele?


- Vamos dizer que a questão não é culpa, mas a senhora com o tratamento da pele impediu que o corpo organizasse o processo de cura. Se tivesse deixado a cura seguir seu curso no final não haveria mais a susceptibilidade mórbida, nem asma e nem eczema, e seu filho estaria realmente sadio,  não teria mais limitações devido a qualquer doença – explico-lhe. 
Parece que a ideia de que a volta dos sintomas  tinham sido provocado pela supressão mórbida devido ao tratamento aplicado na pele, a convenceu a deixar o tratamento fluir mesmo com essa fase de erupções na pele.

Como havia dito a ela, o garoto se cura, não sem antes da erupção reaparecer e ficar por lá até que desapareceram por completo.

O garoto nunca mais sofreu com a asma, eczema e até gripes ficou difícil dele ter.

Cresceu, e hoje é um homem homem e sadio.

Recentemente atendo o filhinho do seu irmão que apresenta uma Bronquite Asmática, mais leve a que ele teve e descubro que seu irmão apresentou uma renite alérgica na adolescência. Estes quadros alérgicos são de natureza familiar.

Muitas vezes um tratamento supressivo pode provocar uma metástase mórbida, e tornar o doente pior do que quando com a enfermidade suprimida.

Uma história clínica bem tirada pode mostrar esse fato.